sobre o projeto
Título do Projeto: Vidas Plurais: Enfrentando o sexismo e a homofobia nas escolas
Convênio: Secad/MEC e NEDIG – Núcleo da Diversidade Sexual e de Gênero da UnB
Coordenador: Prof. Dr. Hilan Nissior Bensusan
OBJETIVO DO PROJETO
Capacitar 500 professoras/es da Educação Básica da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal em questões de diversidade sexual e combate a homofobia e sexismo, desenvolvendo para isso um livro-guia, material paradidático específico para condução das aulas ministradas durante o curso de capacitação.
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O projeto Vidas Plurais: Enfrentando o sexismo e a homofobia nas escolas contempla as diretrizes do Programa Brasil sem Homofobia no sentido em que suas ações estão engajadas em abrir novas perspectivas da não-discriminação por orientação sexual, da promoção dos direitos humanos e do combate à violência contra a população LGBT – lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.
O objetivo do curso é sensibilizar professoras/es às questões de diversidade sexual, não apenas introduzindo o debate teórico e político que surge orientado pelos movimentos sociais de visibilidade e direitos LGBT, mas principalmente colocando em questão o papel da escola e das/os educadoras/es na reprodução da homofobia e sexismo.
A sala de aula é um ambiente diverso onde diferenças se manifestam, porém a tentação de supor uma igualdade de oportunidades entre alunas/os já inseridas/os num esquadrinhamento de raça, etnia, gênero, orientação sexual e classe gera alguns problemas. De fato, agir como se todas e todos fossem iguais é fechar os olhos para a especificidade. Uma das facetas da homofobia (e também do sexismo) é justamente o desprezo a uma pessoa que foge de um modelo que estabeleceria a condição de igualdade (ou de cidadania, ou de humanidade): o desprezo ao que é diferente. Sabemos que a homofobia está profundamente enraizada em nossa sociedade e pesquisas recentes mostram como essa questão aparece dentro da própria escola.
A pesquisa Diversidade Sexual e Homofobia no Brasil: Intolerância e Respeito às diferenças sexuais (2009), apresenta uma listagem de agentes discriminatórios em situações de homofobia; tal lista é encabeçada por instituições que sugeririam acolhimento e segurança: a família aparece em primeiro lugar, seguida de perto pela a escola. Já a pesquisa local Revelando Tramas, Descobrindo Segredos: Violência e Convivência na Escola (2009), aponta não apenas para a força com que a homofobia aparece nas escolas do DF – com implicação de humilhação e segregação do convívio escolar, e impacto decisivo no sucesso ou fracasso escolar de pessoas LGBT – mas também para a banalização da violência contra a população LGBT: mesmo quando há reconhecimento da existência de preconceito, ele não é visto como um grave problema.